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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Qualquer Coisa

Eu gosto muito de ver o mar, de sentir que eu simplesmente posso ir o mais longe possível e desaparecer. Eu sei que eu jamais terei coragem de fato me deixar ir, eu também me sinto corajoso por achar que as águas não conseguirão me pegar. Eu gosto dessa sensação ambígua porque eu não preciso tomar nenhuma decisão e mesmo assim a aventura acontece. A onda me alcança e eu me divirto sem precisar fazer nada.

Não tem nada que me impede de lutar pelos sonhos, de ser aquele protagonista que decide largar tudo e correr atrás daquela vontade que ele reprime nos minutos iniciais do filme. Se eu estou parado, é porque eu quero. É porque eu não sei o que quero. Qual é mesmo o meu sonho? Gosto de me sentir perigoso, de alguma forma o caos sempre me atraiu e meus olhos se arregalam quando vejo uma explosão. Gosto da tranquilidade de uma zona de conforto, simplesmente respirar. E por conseguir ver formas de ser feliz em qualquer situação, eu nunca vou conseguir escolher apenas um caminho e buscar a felicidade nele. Sendo um otimista da vida, eu me tornei um pessimista comigo mesmo. Esse meu papo já está de manhã...

....ENTÃO EU BERRO! Berro pelo meu silêncio e berro pelo medo. Meu coração não vai se quebrar, mas também não vai se completar. E eu berro. Berro pelos valores que inverti, pelo futuro que eu não alcancei.Esse papo já está qualquer coisa, eu já estou para lá de mim. Acho que é hora de dormir.

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