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quinta-feira, 7 de março de 2013

Sobrevivente

Não quero ser um sobrevivente, não quero ficar até o final e nem ser o último homem a restar. Qual o objetivo disso? Chegar ao topo da montanha, olhar para o vento e suspirar com sentimento de missão cumprida? E depois? Morrer como todos os demais. Não quero! Isso cansa! 

Não tenho medo de morrer, por isso não me preocupando em tentar adia-la diariamente. Mas tenho medo de perder, perder o que no final seria descoberto como sem valor. E perder tudo de uma vez, talvez possa significar perder menos.

Não sou um desistente, sem paciência ou resistência, quero muito, desejo muito e anseio muito. O problema é que quem muito somente quer, nada se alcança.

Não quero ser eterno, porque já consigo sentir o futuro quando sinto o presente. Um caminhar sem fim exige disciplina e rigidez, e eu quero ser livre, sem precisar de lutar por algo que jamais durará mais do que uma vida.Quero ser provisório, inconstante. Quero ser breve como um silêncio, embora nunca tenha conseguido me calar.

Não quero ser esquecido, deixem que me levem. Eu já sei o final é uma conquista irrealizável, uma utopia incompleta. Assim, terei menos tempo para usar as mesmas desculas e me preocupar incoerente. Talvez eu esteja muito novo para tender a uma interrupção, mas eu estou muito velho para investir em uma ilusão. Não quero ser um sobrevivente.

1 Comentários:

Marcela Melo disse...

Deixar de ser um mero sobrevivente faz toda diferença em nossa vida.

http://mmelofazminhacabeca.blogspot.com.br/2013/03/a-busca-cinema-nacional.html

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Pelo menos leia o texto e evite escrever merda!
Eu não me importo que coloque o link de seu blog, só não aceito que se resuma a isso!

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