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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Incêndio

"¿Qué ha sido de ti, de aquella canción, de la horas muertas en tu habitación? ¿Quién dijo que no perdería el control cuando iba a camino de la destrucción?" Eva Amaral

Colocando todo fogo incontrolável para diminuir cada espaço de solidão. Querendo tudo que um dia pôde ser belo, agora entrega seu último suspiro em forma de chama... E eu só observando a paisagem se queimar.

Tentando se livrar de tudo que eu nunca tive, tentado me livrar do que uma vez fingi não me importar, investindo na destruição, um paraíso que agora se reflete na revolução. Sendo jogado no meio de tantas pessoas e rindo de histórias que nem mesmo acredito, obtive o combustível  do que parecia uma solução fácil.
Pode ser uma questão de sobrevivência ou até uma desistência de adaptação, uma experiência epifânica as avessas, o eterno retorno de um ouroboros com cauda mutável. Talvez as novas cinzas flamejantes construíram um universo mais coerente e mais fácil de se viver, onde não há nada para ganhar ou perder.
Uma tocha para o amor e calor em combustão para a amizade. Desgaste por se cansar sem nunca saber completamente o motivo da guerra. Despeço-me de satisfações, justificativas e todos repercusão que se transformou em pó. E assim eu fico, tentando não me importar em ser queimado por dentro.

3 Comentários:

Rodrigo Ferreira disse...

hipoteticamente falando e o combustível do amor e da amizade que queimam dentro da gente.

rodrigobandasoficial.blogspot.com.br

Marco disse...

o texto com as imagens, ficaram uma boa combinação.

Marília disse...

Texto maravilhoso. Parabéns pela escrita!

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Pelo menos leia o texto e evite escrever merda!
Eu não me importo que coloque o link de seu blog, só não aceito que se resuma a isso!

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