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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um Pouco Mais

Eu sempre precisei de uma Utopia para aguentar o despertar de cada dia, um sonho que eu nunca havia sonhado, mas que me trazia conformo quando estava comigo mesmo. Eles sempre eram renovados que eu tive me vender a vida e eles não tiveram mais espaços.

No lugar da ilusão ficaram os compromissos que nunca pensei que teria, era risos que jamais pensei que viveria. Era uma zona de conforto, era eu em uma vida que sempre condenara por achar que jamais o teria. Mas onde ficaram os versos? Nunca tive tanto sorrisos, mas as palavras já não saiam além da minha pele.
Não gosto de Game of Thrones igual eu gostava de Happy Potter. E não gostei de Harry Potter o quanto eu amava Castelo Rá-Tim-Bum. A ficção foi me cansando, foi perdendo a graça enquanto eu desistia de sonhar. Foi se afastando de mim enquanto eu procurava uma Utopia mais fácil de se alcançar.

E hoje eu sou veneno, sou carência. Sou A entre os Bs e B entre os As. Já me arrependi de ter me calado, me arrependi de ter falado demais e levarei todas essas culpas enquanto eu respirar. Se não nasci para ser amado, eu sempre precisarei de um pouco mais. Eu preciso é um pouco mais de fé, de surto, de futuro. Tudo que preciso é de um pouco mais de mim.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

That's all Folks!

Sei que isso não é a primeira vez que acontece e que mesmo assim me afeta. Eu fico feliz por conseguir demonstrar integridade e não conseguir me quebrar. Uma vez eu pensara estar longe de tudo que me atrasa, mas estou apenas distante de onde eu nunca deixei de estar.

Rezo pela salvação e agradeço a secularização. É uma forma de não me declarar superior ao que eu não conheço e nem de precisar de crença para existir. Com isso, eu posso ficar com a mente tranquila por minhas ações. Até porque percebi que nem sou diferente de pessoas que eu critiquei. Levo em conta que as histórias puderam fazer grande diferença.  Queria ser mais que um rebelde frustrado, mas ainda não descobri se ser um desviante é a solução. Uma carreira brilhante é apenas escapismo constante para ficar salvo durante a guerra fria. É mais uma vez eu dizendo que isso é a vida que eu não tive.

Best not to say it! Aprendi que palavras destroem apenas a sí mesmo se estão entaladas. Talvez sirva para atacar uma outra pessoa, mas a sí próprio vai continuar sempre entalada. Enganado está quem pensa que não é afetado por tudo que acontece ao redor. Nem que seja pela preguiça, pelo desinteresse. Onde parece um lugar de paz, está totalmente corroído pelo tempo. Mas isso já tem tanta importância perto do estrago que é feito na consciência. É estranho eu abusar de palavras grosseiras, precisava representar o drama que nunca saiu de mim . Uma vida de complexos que nunca se convergiram.
Dizem que eu devo pedir desculpas. Infelizmente eu discordo. Provavelmente sou um péssimo romântico, não ligo de admitir. Ligo, entretanto de ter aprendido o que é amizade. Observo que não sei permanecer na ausência. Mas eu não sou exemplo de nada, não quero ser. Antes eu já quis, não posso negar. E posso ter desistido justamente por reconhecer meus fracassos e principalmente até onde eu sei que não consigo chegar.

Voltei a vida, com amor de minha família e completamente desarmado. Obrigado a aceitar o meu desgaste . Limites que nunca pensei que teria .Também não poderia prever que os deslizes viriam acumulados. Atados em modelos explicados que eu ignorei. Em estranhos que quase minha vida eu doei. Mesmo que reconheça o plano superior, reconheço que também sou afetado. Preciso para de precisar querer ir para longe. Aquela velha coisa que todo mundo já sabia se tornou verdade, bem na minha frente. Um dia eu consiga analisar o passado sem que isso interfira no presente.

E já consigo sentir o plano em que estou. Muito perto de toda falta que eu jamais farei. Causando incômodo pela falta de moral e excesso de discurso. Aprendendo a distorcer as lições de auto. Liderando com carisma. Continuarei instigado em ser objeto de estudo. Um intelectual que vence pela força. Longe da Terra de Nunca, ou pelo menos tentando. Onde o final acaba antes do próximo capítulo começar.

Isso é tudo pessoal!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Tudo Bem




"Tudo bem, porque no final, o final é apenas um final."

O disfarce acabou, os amigos se foram e mostraram que nunca estiveram aqui, o amor perpetua em uma imensa aurora se passando por intocável. Mas foi uma barreira que eu mesmo criei, por meio de perguntas que eu saberia que não serie capaz de responder. Deixando essa função para o dia seguinte.

Era tudo mais fácil quando tudo que eu tinha eram as palavras. E hoje são elas que me dominam. Coloca os fatos jogados em minha mente e mais uma vez estou processando algo que pensara ter esquecido.

O vento deixou abafou o sol. Não somente "a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou". A claridade se foi, e eu sempre pensei que conseguiria andar na escuridão. O silência dominou a mais triste canção, e ele conseguiu ser ainda mais melancólico.

É um medo que eu mesmo criei. Foi feito por puro desespero, mas foi suficiente para espantar todos os ânimos de respirar e lutar. Está tudo bem!


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Buscando Apatia


"Ele gostava de sofrer porque isso lhe fazia escrever"

E assim ele aprendeu a viver, ou melhor, acostumou-se com a vida. Não dava oportunidade para amar e qualquer amizade, ele deixava o vento levá-la. Para que sentimentos? Pensava que não havia reação que não pudesse guardar consigo. Não dava oportunidade de sentir alegria. Sabia que isso era medo de ser dominado pela tristeza, mas não de ser covarde, não tinha medo.


Era um jeito fácil de não sentir dor. Não se preocupava se isso era uma forma de se auto condenar a destruição, para ele o final era só um caixão. E de fato é. Deixava parecer vazio, porque não conseguia tirar nada de sua cabeça, não colocava nada para fora em busca de uma aparência apática. Ficava tecendo remorsos que poderiam facilmente sair se houver uma interação, mas tudo parecia tão impotente.

Ficava incomodado o avanço das pulsões, por isso ele gostava da chuva. Ela molhava a tudo e a todos. Enquanto para os demais era um atraso aos compromissos, um impasse para as relações, para ele era a purificação, um barulho que abafava os ruídos e levava embora as palavras que ele jamais conseguira dizer.

O tempo era um entretenimento, não fazia planejamentos para deixar o tempo ter esse prazer. Sabia quando o futuro daria errado, porque era simplesmente igual o presente, mas ignorava para ele poder fazer apostas consigo mesmo e testar o tanto que o destino estava ao seu favor. Se perdesse, era só partir para o próximo lance, porque não havia frustações em seu mundo.


Era uma forma fácil de impedir que entre algo que nunca saiu dele.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Hallellujah


Eu ouvi que tinha um chamado segredo, aquele que trazia toda a felicidade, uma escada para a lua e o paraíso. Pois, muito me interessei, mas já tinha visto muita televisão para saber que toda magia viria com um preço. Tinha que passar pelo pecado, pelo desconforto e pelo impacto. Preços que ainda não soube muito bem calcular o valor e muito menos se estou disposto a pagar.

Fiz um caminho que provavelmente não apresentou nada de novo, a não ser o seu criador. Seria suficiente? Um caminho que muitas vezes eu não conseguia acreditar e precisava recorrer a qualquer palavra comum para não ver perder em pedras que eu mesmo coloquei. Em uma vida que tento deixar louca, mas acaba somente longa. 

Talvez exista um novo Deus. Ele não controla as horas, mas pode ser detentor do tempo. Aquele tempo em que eu não consegui cumprir uma singela lista de desejo e controle de compulsões. Aquelas horas que me farão me impedir de dormir em uma insônia que me deixa impotente. Com medo de não amar nem a si mesmo, com medo de não conseguir dizer um frio e sólido Aleluia.

Não sei se fiz o meu melhor, mas sei que não foi suficiente. Isso é algo positivo, por não mostrar indícios de um final   Porque querer ver o mundo custa caro, querer entender todas as mentes e se colocar no lugar de todos coloca em risco a sua própria identidade. Essa que uma vez ou outra até se esquece que existe, até prefere ignorar que existe.

Já que é para falar do futuro, confesso que hoje ele me assusta. Ele me assusta pelo seu silêncio e pelos barulhos do presente que eu não sei interpretar. Ou talvez saiba e só não quero aceitar. E é por essa negação que hoje eu rezo, é por conseguir esse chamado segredo que eu temo. E é por não temer que eu apelo mais uma vez na negação. Uma negação que oscila entre estabilidade e constância, mas ao mesmo tempo leva todo meu desejo de simplicidade embora. Por isso só me resta dizer suspirando...

"...And every breath we drew was Hallelujah"

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