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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Belong


Ao som de High Hope.

Já ouvi dizer que perder tudo é a melhor forma para dar valor ao que temos e ao que somos, e eu sempre acreditei nisso porque sempre quis perder tudo. Quis sentir a pior forma de frustração, porque quem sabe assim conseguiria arrumar uma forma de recuperar e ser um exemplo de superação, até porque dar um jeito para tudo foi sempre minha qualidade... Mas eu não consegui.

Não consegui perder minhas pulsões, minha forma de querer controlar tudo, meu medo de apostar no coração e nem mesmo os meus quilos a mais foram embora. Eu não perdi.

Continuei sendo um palhaço colorido sempre inventando desculpas para ir contra o seu destino. Aquele motorista escapista que só queria fugir de suas próprias pulsões. Um cara que aceitou ser coadjuvante histérico de muitas histórias, enquanto montava a sua própria em silêncio, porque qualquer barulho podia derrubar o castelo de palavras.

O medo sobreviveu no meio de tanta coragem prepotente e por causa dele, aceitei pertencer ao lugar comum, de onde talvez nunca deveria ter entrado, mas cada vez que prefiro sofrer ao sair, me faz pensar que é por aqui que devo seguir. Sei que não é correto, não é saudável e não vai me trazer um final feliz, mas eu sempre condenei os finais, então, espero que também consiga dar um jeito nisso...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Revolução

Não me dê liberdade,
não se preocupe com minhas garantias porque não saberei usá-las de qualquer maneira. Para mim serão apenas valores pragmáticos que não sustentam qualquer vazio que possa existir em mim. Ela é apenas como essas palavras que coloco de forma aleatória apenas para parecer existe um pouco de compreensão em mim.

Não me dê igualdade,
não despe toda sua visão de mundo como se eu merecesse qualquer satisfação ou como se eu fizesse parte de uma sociedade que exige a transparência. Não despes-te para mim, não sei o que eu posso fazer com tamanha clareza e confiança, mas provavelmente não te tratarei com igual consideração.

Não me dê fraternidade,
Deixe-me pensar que não mereço, pois assim, não afagarei os sentimentos que poderiam desenvolver. Seria capaz de interromper um eterno policiamento de morais. Transformaria a utópica imortalidade em poucas horas. Removendo apenas a utopia com doses de realidade.

Não quero impedir minhas próprias conquistas nem idealizar a ideia do escapismo mais uma vez. Transformar de forma rápida e violenta, sem se importar em ser sangrento. Não quero negar essa vida, só não queria ter que aguentar esse momento. Só.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Sombra das Armas

Talvez esse seja o melhor presente que eu possa te dar e você nem ao menos vai saber que recebeu. Posso ter ficado completamente desgastado a ponto de nem conseguir te dizer os discursos que ensaiei mil vezes, mas com você, mas não importa, com você eu nunca precisei de explicação. Você foi minha arma e eu agradeço por toda proteção, nunca precisei te segurar, porque você disparava por mim, e quando me acertava, me deixava ainda mais dependente.

Éramos vícios em liberdade, expressões líricas que não se importavam em não ser entendida. Foi vazio, incompleto, mas foi tudo intenso. Quis fazer diferente muitas vezes, mas minha vontade virava palavras ao vento. Meu disparo era apenas uma sombra do que eu sempre tive medo de perder, não valia de nada. As balas se acabavam e o nosso alvo ficava intacto.

Nunca precisamos de ser diários, mas cansávamos mesmo assim, parecia até uma vida. Ficamos tanto tempo com os nossos sentidos interligados não fazendo nenhum sentido, que essa viagem explodiu. Talvez isso tenha nos unido em algum canto da vida, talvez ainda há vestígios que devessem ser destruídos, mas já não nos restam nenhuma bala. Os tiros todos foram feitos e muitas palavras morreram. Um único disparo derrubou todas as chances de um final feliz... Simplesmente porque não queríamos um final.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Dessincronia

Provavelmente eu já vi de tudo no Mundo, mas mesmo assim não é suficiente para eu saber todas as respostas que eu procuro. Na verdade, acredito que eu até saiba a resposta, mas mesmo assim repito incansavelmente essas mesmas perguntas enquanto eu me atropelava em uma rua que eu achava conhecer totalmente.

Pelo visto a sabedoria é o meu grande problema. E eu cometi o mesmo erro mais uma vez, e mais uma vez eu prometi que não iria fazê-lo. Mas sei que não sou muito bem em cumprir promessas, não posso mais ficar cometendo os mesmos erros porque a minha idade vai ficando cada vez maior e as consequências cada vez ficarão mais inaceitáveis. Olha ai, eu mais uma vez sabendo demais e mesmo assim caindo aos pedaços.

É difícil de acreditar que não exista vida além de tudo que está ao meu redor, porque vejo tudo tão morto. Vejo eu com minhas vontades, minhas paixões que recentemente eu descobrira e vejo o mundo com tudo que ele tem a me oferecer. Duas realidades as quais eu consigo sobreviver, mas não consigo relacionar o que eu consigo com o que eu acredito. É uma eterna disritmia que me faz colocar todas as felicidades como efêmeras, onde a oportunidade de ser feliz chega bem perto e eu nem me movo. Ela vai embora, e eu nem ao menos consigo dizer uma palavra.

São vontades totalmente desreguladas que me faz questionar um universo e toda ligação que existe entre a matéria, a energia e a pulsão. Existe uma conexão? Existe um sentido? O quão importante é encontrar toda esse equilíbrio para sobreviver sem ter que cair toda vez nos  mesmos degraus? Até onde a culpa é minha ou do mundo? Porque das estrelas eu jamais acreditei que fosse.

Eu sei que o medo eu já perdi, a fé eu encontrei, mas a medida que os dias vêm e vão, pouca coisa de fato mudou. O tempo repete a cena de minha insônia, do meu lamento, de meu estado alterado e até de minhas conquistas e mesmo parado, de alguma forma tenho que me mover.

O show tem que continuar, eu não posso ficar com as mesmas perguntas enquanto meu corpo já não é o mesmo. Não tenho a mesma aparência, nem a mesma paciência e nem a mesma vontade de tentar, ou até mesmo a de viver.

Feliz 2015!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um Pouco Mais

Eu sempre precisei de uma Utopia para aguentar o despertar de cada dia, um sonho que eu nunca havia sonhado, mas que me trazia conformo quando estava comigo mesmo. Eles sempre eram renovados que eu tive me vender a vida e eles não tiveram mais espaços.

No lugar da ilusão ficaram os compromissos que nunca pensei que teria, era risos que jamais pensei que viveria. Era uma zona de conforto, era eu em uma vida que sempre condenara por achar que jamais o teria. Mas onde ficaram os versos? Nunca tive tanto sorrisos, mas as palavras já não saiam além da minha pele.
Não gosto de Game of Thrones igual eu gostava de Happy Potter. E não gostei de Harry Potter o quanto eu amava Castelo Rá-Tim-Bum. A ficção foi me cansando, foi perdendo a graça enquanto eu desistia de sonhar. Foi se afastando de mim enquanto eu procurava uma Utopia mais fácil de se alcançar.

E hoje eu sou veneno, sou carência. Sou A entre os Bs e B entre os As. Já me arrependi de ter me calado, me arrependi de ter falado demais e levarei todas essas culpas enquanto eu respirar. Se não nasci para ser amado, eu sempre precisarei de um pouco mais. Eu preciso é um pouco mais de fé, de surto, de futuro. Tudo que preciso é de um pouco mais de mim.

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