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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ultrarromântico

Eu realmente acredito que essa vida seja como um sonho. Tão frágil e tão fácil de acabar. Os discursos que eu preparei se perderam sem concretizar, e o que eu sentia, fingia se evaporar, mas havia algo que nunca tinha escapado de mim. Assim, aprendi a construir uma fortaleza sobre minha pele para impedir qualquer tipo de empatia. Não quero que me entendam, eu sou apenas um ridículo mesmo.

Eu que tanto defendi a moral, quero apenas sobreviver. Eu que sempre sofri, neguei tomar comprimidos. Eu não quis melhorar, eu não soube me consertar. Eu que tinha medo do espelho, hoje o encaro todo dia tentando me encontrar. Me mata saber que frases tão clichês conseguem me interpretar, me mata que hoje eu recorro tudo aquilo que eu condenei, porque todos os caminhos alternativos que aspirem trouxeram prodígio e orgulho, mas nunca trouxeram felicidade.
Mas eu não canso, eu não desisto, eu não aprendo. Eu sou chato mesmo, eu sou errado mesmo.

Eu que tanto condenei os valores de uma relação, busco me adaptar a eles. Sempre vivi na base da euforia e escapei de corações arrependidos. Por isso, não me esconda nenhum tipo de sofrimento, eu gosto dele. Eu gosto da dor e do caos, me permita essa escuridão por mais destrutível que ela seja.Então me diz você, porque eu já nem sei se prefiro a tristeza ou a alegria, a realização ou o tesão. Só sei que eu preciso trocar os meus vícios, porque não aguento mais o vazio, mas é ele que eu sempre recorro, é a única válvula de escape que eu tenho. Então não precisa me aguentar, nem me aceitar. Eu sou insuportável mesmo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Memórias da Solidão


O tempo passou, eu sei.

Aprendi a aceitar o amor, a loucura e até a tristeza, mas não me preocupei em reagir a um furacão que a todo hora vem até mim querendo me devorar, todo vento dele já está dentro de mim de qualquer forma. Estou quebrado, caído, mas eu quero continuar sangrando porque a sua cura é a realidade alternativa.

Não digo que você é uma droga, porque é sua ausência que me vicia. Eu quero te perseguir, quero que você venha me salvar, mas eu não consigo me mover. É minha alternativa para a normalidade. É meu paraíso em chamas. É a razão da minha persistência. É um aviso para a vida não ser em vão.

Eu sei que não faz sentido, eu sei que é exagerado, mas é como eu sei lidar. Sem condições de realizar as fantasias, apenas delirando que você se encontra no mesmo inferno astral que eu. Mesmo quando estamos diante do outro, iremos inventar um motivo para evitar a consumação e ainda achar que não somos culpados. Isso é péssimo, é uma dor, é um vazio, mas eu quero mais. Eu não consigo largar, eu não quero perceber, quero sangrar ainda mais. Apenas oro para você continuar respirando quando amanhecer. Enquanto eu... sangro até a morte



Ao som de Velvet Crowbar.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Arrumação

Dias de revirar a memória com as frases prontas que um dia eu fiz e que continuam fazendo o mesmo enfeito.

Sei que não é correto deixar a vida simplesmente passar e apenas aspirar a sobrevivência vaga de um futuro estagnado nos mesmos vestígios do passado. Mas não quero me ariscar e mudar totalmente minha vida por uma simples tentativa de consertar o que venho reclamando desde que aprendi usar os versos para continuar sofrendo. Já descobri que minha utopia é totalmente alcançável,mas não quero simplesmente me livrar da solidão para continuar com os conflitos em plenas noite de solidão.

Ninguém pode tirar de mim os momentos que vivi, e o que eu não vivi. Porr isso não quero simplesmente corrigir e continuar sendo assombrado pelo passado, aquele que quando eu pensava estar em um infalível disfarce, expôs todas as minhas fraquezas. É aquele que eu simplesmente terei que aceitar por todo resto de minha vida.Isso explica minha restrição social, se antes eu era incapaz de popularidade, hoje eu a evito.


Não escondo de ninguém meus lamentos, e não é por jogo, é por incompetência mesmo. Minha estratégia é apenas guardar um último suspiro para o próxima hora. Enquanto essa não chegar, me contento em apenas apreciar a paisagem, porque ela será efêmera, assim como eu.

Eu não me importo em viver em uma guerra com o mundo, porque toda vez que eu quis a paz, eu fui nocauteado. Se for para essa antítese existir, que exploda tudo para que fique tranquilo, eu não me importo em ir junto com ele. Acredite, eu sei como aguentar, eu sou uma mentira, mas você pode confiar. Pode explodir, eu garanto que sobrevivo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Aahhh...!

Quando as palavras se fogem e tudo que fica é o espanto. Aquele elegante que parecia invisível agora revela toda forma de pavor. É o medo?
É a incerteza diante do escuro, é a vontade de esconder dos gritos o silêncio exala, é se sufocar diante do espelho.

O caminho distorcido, robusto é aquele que me leva as utopias que eu tanto sonhava quando não conseguia dormir, mas para avançar nesse percurso é necessário as pistas que ficaram nos passos atrás. E o caminho de volta para casa pode ser assustador. Pode ser a inocência auto-regressiva ou reaberturas de decisões já despachadas.

É o único jeito de reencontrar com os versos, aqueles que eu dominava e hoje já me ofusca e fogem de mim. São eles que me impedem de dar mais um passo. Tenho saudade da prosa, do lírico, mas eles não anda nas ruas, não se preocupam com a euforia e nem levam a endorfina para a alma.A poesia isola, afasta, afaga e apedreja, enquanto eu...



domingo, 24 de maio de 2015

Memórias (Quatro pras Dez)

Ar parece estar calmo
E você fica observando o sinal
E vendo qe a Inércia continua em seu tempo
Começa a rir de sua raiva vital

Lembrando da criança correndo na primavera
Sentindo atração em superar a gravidade
Onde a vingança não passava a sua altura
Feliz achando que salvará o mundo de crueldade

Recorda quado ia ao norte
Ver o pôr-do-sol  em uma tarde de verão
Era tão bom, mas era um adolescente
Já não era a amizade que domava o seu coração

Não se esqueça do ódio ao ver um comprimento
Enorme de papel cheio de letras e espaços
Que tinha um gosto azedo e com ânsia de vômito
E só uma viagem ao leste para esquecer os compromissos
Fazendo o fogo em sua cabeça virar uma brisa de inverno

Reviva cada cena numa tarde de outono
A fase adulta dentro de você
Tomando chocolate amargo nessa época do ano
Com a pessoa que dizia ser a alma gêmea
Quando na verdade estava apenas descobrindo o que é o afeto

É claro, um mergulho em água salgada
Levando embora uma largura enorme de ira
Sua passagem ao oeste em muita terra
O atrito em direção ao sul trouxe memórias para sem lembrada

Enfim, como reação se tornou um grande idoso
A mente se deslocou em grande comprimento
E são vários números para se lembrar

Estações, Sentimentos (2),Elementos, Direções, Gostos, Fases, Forças, Medidas e Sinais


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